sábado, 2 de agosto de 2008

Perdão




Acho que todos temos verdugos psicológicos.


Carcereiros na nossa mente que nos chicoteiam, enfermam, nos punem nos privam de vida.

Não, não é Deus quem está nos punindo.


Somos nós na maioria das vezes.


Alguns sentem essa culpa por trangredirem, mandamentinhos comportamentais, psicológicos e legalistas de uma igreja.



Mas não falo dessas trangressões desses mandamentinhos de invenções humanas que se transformam em enorme peso de culpa e tem sua fonte em um deus esmagador e neurótico.



Falo do pecado que é pecado....mesmo.



Na verdade acredito que a maioria das doenças que nos acometem resultam do acúmulo de culpas, de amargura e medo.



Os salmos estão cheios disso.


No salmo 38. V.4 Davi diz:

"Pois ja se elevam acima da minha cabeça minhas iniquidades, como fardos pesados exedem as minhas forças"

Pois é, o sentimento dele é o seguinte:


- Se me comparo ao meu pecado, vejo que ele é maior do que eu, se é posto sobre mim, me esmaga, é mais pesado do que pósso suportar, me amassa!



Pecados não verbalizados, não assumidos, não confessados e abandonados, fazem a alma e o corpo adoecer. Eles abalam os nervos, perturbam as emoções e o físico tambem.




Estava lendo ontem a noite Lamentações de Jertemias no capítulo 3, onde o profeta convida para a solitude, para "sentir" o fardo da vida, assimilar suas tristezas e aguardar no Senhor em silêncio.



Assim dessa introspecção nasce a contrição, a tristeza, o arrependimento,o perdão, a salvação e cura de toda tortura e culpa!



Me lembrei agora de uma música:



"...As horas amargas do arrependimento
O pranto profundo do meu coração
O timbre embargado da minha voz, a minha oração

Sentir os teus dedos enxugar-me os olhos
Provar da leveza de uma consciencia sã
Me faz com alegria, louvar o seu nome
Sentir seu perdão..."