quarta-feira, 20 de agosto de 2008

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Lí num texto do Rubem Alves que toda a saudade é uma espécie de velhice e que ela vai crescendo por dentro igual uma flor de jardim.


Bom, se for assim então pra mim velhice não é coisa nova, acho que ela sempre morou comigo.

Sempre tive saudade , desde menino, e mesmo sem saber do que. Estranho né?

É como um nada entalado na alma.




Não lastimo isso, já tentei entender. Tentei racionalizar afinal só se sente saudade de pessoas ou coisas ou lugares distantes e extintos.


Não tento entender mais, gosto de não ter todas as respostas.

De qualquer forma isso me faz pensar em Deus.

Que bom saber que nas visceras de minha alma há um sentimento que me leva pra perto de Deus.

Eu não o compreendo bem, dei o nome de saudade a ele, e sinceramente prefiro deixar assim do que carregar minha alma com algum sentimento religiosso como quem engarrafa Deus.



Será que nasci velho?

Não me queixo, só espero que isso seja um sinal de que meus olhos começam a passear pelos bosques da poesia, e para pensar em Deus ou percebe-lo, prefiro a poesia que a teologia !



"Tudo fez Deus formoso no seu devido tempo,

tambem pôs a eternidade no coração do homem

sem que este possa descobrir as obras que Deus fez desde o principio até o fim"

Elesiastes 3.11