terça-feira, 11 de setembro de 2007

A dor de Deus !


Nossas impressões costumeiras de Deus, podem ser muito diferentes do que a bíblia realmente retrata.


Sim, Deus sente dor. Deus sofre!

A bíblia mostra o poder de Deus forçando Faraó a se ajoelhar e reduzindo o poderoso Nabucodonosor a um lunático ruminante.

Mas também mostra a impotência do poder de criar o que Deus mais deseja: nosso amor.

Você já leu o livro do profeta Oséias? É disso que trata o livro. Da dor de Deus. A dor de amar e não ser amado.
Mó doidera !

Quando seu amor é desprezado, até mesmo Ele, o Senhor do universo sente-se como um cônjuge rejeitado.


É espantoso, não consigo entender, porque Deus que criou tudo o que existe iria se submeter voluntariamente a essa humilhação infligida por suas criaturas?

Como é esse Deus que permite que nossa reação a Ele tenha tamanha importância?

Passei muito tempo da minha vida tentando entender um monte de coisas sobre Ele.

Quando o prendemos em palavras ou conceitos teológicos, e o arquivamos seguindo a ordem alfabética de suas características, quase sempre deixamos escapar a força do relacionamento apaixonado que Ele anseia acima de tudo manter conosco.
Isso dói Nele. Nossa indiferença e ingratidão.

Lendo Oséias, fui forçado a examinar minha vida, e o tipo de amor, ou relacionamento que tenho com Ele.
Sim, a dor de Deus é essa. Ele é pesquisado, debatido, pregado em veementes sermões, estudado e discutido...mas é pouco amado!

Será que prefiro o conforto de um relacionamento infantil com Deus?

Será que apenas “faço uso” Dele? Será que ainda me apego ao legalismo como uma forma de segurança pra conseguir que Deus goste mais de mim?

Será que lá no fundo, meu amor por Ele é estilo “IURD??”condicional, pagão, cheio de barganhas e sacrifícios e birrento como é ensinado lá e em tantas igrejas que seguem o mesmo “modelito”?
É uma troca?

Bom, acredito na verdade que não há perigo maior do que este pra quem escreve, fala e até mesmo pensa sobre Deus. Pra Ele, essas meras abstrações podem ser o mais cruel dos insultos.

Concluo então que Deus não ta nem aí em ser analisado. Acima de tudo como qualquer pai, como qualquer cônjuge, deseja ser amado!