terça-feira, 14 de julho de 2009

Como disse o Ivan Lins...


Me parece que não tenho outra opção senão, olhar pra frente!!

Esse domingo foi especial.
Dois casais reunidos num apartamento, em nome “Dele”, em torno “Dele”.

Bom né?

Pois é, já olhei muito pra trás. Muito. Já fui estátua de sal inerte.

Amarguei culpas e temores indizíveis. Verdugos invisíveis já atormentaram meus sentimentos.

Minha alma estava se tornando impermeável a qualquer coisa.

Hoje, não mais.

A presença esmagadoramente dócil de Jesus encheu o lugar.
Temores sumiram, e os motores de ansiedade foram desligados, processos mentais se acalmaram, minha alma se deitou aconchegada, o coração se aninhou humilde.

Eu que achei que nunca mais anunciaria a palavra, der repente sinto que se não pregar vou morrer !!

Ah, como são presunçosos e arrogantes os que pensam que se não forem Deus não terá como ir.

Deus é. Deus está.

Eu é que tenho o privilégio de me engajar na aventura de Deus, de contar aos homens sobre seu amor.

Pra mim, pregar não é minha obrigação, não jamais!

Pregar é minha alegria, minha impossibilidade, minha paixão, é meu vicio santificado, é minha vida, meu sentido, minha razão de ser.

Não pregar para mim seria como amar minha mulher sem fazer amor com ela; seria como crer que amo e nunca confessar; seria como ser apaixonado e me esconder do amor; seria como saber da vida e não contar nada a ninguém.


Há muitas motivações para pregar...

Mas quando alguém prega apenas por amor, esse logo notará que quanto mais pregue, mais a pregação forjará caráter nele mesmo.
[
Ou seja: pregar com amor trás a Palavra para dentro da gente, na forma de caráter e de conteúdo natural do ser.
Portanto, preguarei para o bem de todos, mas, sobretudo, para o meu próprio bem.

Vou olhar pra frente, vou voltar a pregar.

Como disse o Ivan Lins:

No novo tempo, apesar dos perigos
De todos os pecados, de todos enganos, estamos marcados
Pra sobreviver, pra sobreviver, pra sobreviver