sexta-feira, 26 de junho de 2009

Está conssumado, está pago!





Acabo de reler o texto de Mateus 18. 26 e 27.

Esse texto fala sobre o credor sem compaixão.

O sujeito é perdoado de uma divida impagável e é incapaz de perdoar o outro que lhe devia menos.

Mas o que me chama a atenção é o fato de ele dizer para o rei (a quem ele devia) :

- Sê paciente comigo e tudo te pagarei.

Como disse a divida era impagável. Como pagar o impagável??

Assim como o personagem dessa parábola, carregava dentro de mim o sentimento de divida constante.

Queria pagar o impagável, pagar a Deus com meu desempenho.

Por muitos anos aceitei essa lógica e acabei tornando-me meu maior inimigo.
Sim, já me detestei por achar-me uma fonte perene de ruindade. Um eterno devedor.

Quando tropeçava, me fustigava impiedosamente.

Hoje vejo que meus tropeções foram necessários na construção da minha história.
Todo processo pedagógico precisa deixar espaço para que se desafine, pise na bola, dê trombada, erre.

Sem odiar, não se aprende o valor da doçura, sem invejar não se aprende o valor da reverencia, sem cobiçar, não se aprende o valor do contentamento.
Tudo isso e muito mais, ajudou a moldar-me.

Porem, não sou ingênuo, sei que de dentro de mim brotam águas amargas, mas depois de muito me angustiar com tantas falhas afirmo:

Minhas maiores decepções e mais profundos fracassos me empurraram pra frente.
Com eles, ganhei coragem de encarar-me.

Nasci de novo desde que alcei a bandeira branca na guerra que travava comigo mesmo.
Hoje aceitei que Deus em Cristo quis perdoar minha divida.

Eu aceito. Não vivo mais tentando pagá-lo.

Não devo mais nada, o nome disso é graça.

Se Deus quis tabernacular em mim, não tenho o direito de implodir-me.